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Se a teoria da evolução através da reencarnação foi inventada por alguém, como dizem, quem a inventou? Foi Satanás? Foram seres humanos? Se foi Satanás ou mesmo seres humanos, então eles seriam bem mais sábios e teriam mais elevado senso de justiça do que Deus. Veja na página Quem inventou a reencarnação?
Reencarnação
Por que a idéia da reencarnação têm encontrado tão granítica rejeição no mundo cristão, apesar da sua profunda lógica, já que os seus mecanismos refletem a mais perfeita sabedoria e justiça de quem a instituiu? Sabe-se que nos primórdios do cristianismo essa idéia, talvez de forma não muito clara, era aceita, e chegou a ser ensinada por alguns “pais da Igreja” como Orígenes, Plotino e Clemente de Alexandria. Até mesmo Santo Agostinho, em (Confissões, I, cap. VI), escreveu: “Não teria eu vivido em outro corpo, ou em outra parte qualquer, antes de entrar para o ventre de minha mãe?” Mas quando o cristianismo instituiu-se, assumindo o formato da Igreja Católica, acomodando-se ao paganismo de Roma, adotando e adaptando algumas das suas práticas, tais como os rituais, a hierarquia, as imagens, etc., afastando-se do modelo ensinado por Jesus que era o da simplicidade, da pobreza e do amor acima de tudo, precisou eliminar aquela idéia. Se não o fizesse, acabaria desestruturando seu edifício e perdendo o bastão do próprio poder, porque a reencarnação é um conhecimento que liberta. Já não seria a Igreja a detentora das chaves do Céu. Seu poder se esvairia como fumaça se os fiéis não mais pudessem ser atemorizados com as ameaças das chamas do inferno, ou atraídos pelas glórias e delícias do Céu. Então, todos os cristão, sob pena de serem tachados de herejes, foram forçados a acreditar no dogma que afirma ser o espírito criado na concepção. Tal crença, incutida no psiquismo dos fiéis ao longo dos séculos (sempre acompanhada do medo de pecar e sofrer por isso terríveis castigos e conseqüências) criou poderosas algemas do pensamento, que foram se cristalizando mais e mais a cada nova encarnação ocorrida num meio cristão. Tanto que, hoje, o simples fato de tentar questionar algum dogma da Igreja católica ou das evangélicas deixa o fiel apavorado, pelo medo de estar cometendo terrível pecado e ter de pagar por ele. Mas Jesus disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” A qual verdade estaria o Mestre se referindo? Certamente a nada que Ele ensinara, porque disse “conhecereis”, ou seja, no futuro. E nem Ele, nem seus seguidores apresentaram algum novo conhecimento que poderia representar tal verdade. Isto está cristalinamente claro. Quando disse “A verdade vos libertará”, deixou claro que seus seguidores se encontravam e continuariam se encontrando prisioneiros de algum engano, até que o conhecimento da verdade, no futuro, viesse libertá-los. Não há qualquer arranjo teológico que possa mostrar outra verdade libertadora que veio depois de Jesus, a não ser o conhecimento da reencarnação e da lei de causa e efeito, trazida pelo espírito que se assinou como A Verdade, apresentando na seqüência todo um universo de informações que foram magnificamente codificadas por Allan Kardec. (V. O Livro dos Espíritos) Convém observar também que as verdades que o Mestre ensinou não eram de molde a libertar alguém. Uns dirão que elas libertam do pecado, mas o mundo cristão continua tão “pecador” como sempre. Portanto, se alguém analisar estas questões em profundidade e sem as amarras do condicionamento psicológico a que nos referimos anteriormente, acaba ficando maravilhado com tamanha lógica e tal demonstração da sabedoria e de amor do nosso Criador, ao criar a lei que determina a evolução dos seres através das vidas sucessivas. Essa sim é uma verdade realmente libertadora. Quem acredita na reencarnação e na lei de causa e efeito sente-se realmente livre, dono de si mesmo e único responsável pelos próprios passos, sabendo, no entanto, que tudo que semear, terá de colher. Outra questão perturbadora é o fato de cada uma das centenas de religiões cristãs afirmar que é a única, a verdadeira, a legítima representante de Deus. Então, se sou da religião X e acredito firmemente que a minha é a verdadeira, como fica a situação das pessoas das outras religiões que também acreditam, com toda firmeza e sinceridade que as suas religiões são as verdadeiras? Se a linha demarcadora entre elas é tão tênue, como pode alguém saber qual é a legítima? No entanto Jesus não criou qualquer religião. Ele apenas ensinou uma ética de vida, afirmando em várias oportunidades que a cada um será dado de acordo com suas obras. Ele nunca disse que alguém vai para o inferno porque acredita nisso ou naquilo, mas sempre ensinou a vivência dos valores da alma. Quanto à idéia da reencarnação, é muito antiga. É encontrada em quase todos os sistemas religiosos do mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas umas das outras; em todos os continentes da Terra e desde os povos mais antigos. Isto mostra que essa idéia não foi inventada. É como se ela tivesse surgido junto com o ser humano, um conhecimento do próprio espírito. Grandes pensadores como Pitágoras, Sócrates e Platão, tinham-na como fundamento filosófico. Mas as idéias da reencarnação e da lei de causa e efeito (carma) também estão expressas em vários momentos na própria Bíblia. No episódio da transfiguração, depois que Jesus conversou com Moisés e Elias na presença de Pedro, Tiago e João, estes lhe perguntaram: “Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Ao que o Mestre respondeu dizendo que Elias já viera, mas não o reconheceram. Então os discípulos entenderam que Ele falava de João Batista” (Mateus 17:12 e 13). Ora, se Elias foi também João Batista, isto só pode ter se dado mediante a reencarnação, porque diante de Jesus ele apresentou-se em sua antiga forma, quando fora profeta do Velho Testamento. Em Mat.11:14, essa assertiva é confirmada por Jesus, quando, referindo-se a João Batista, diz: “Se puderdes compreender, ele mesmo é Elias que devia vir”. Observe-se que o Mestre tinha dúvidas sobre a capacidade de entendimento dos discípulos, porque disse: “Se puderdes compreender...” A idéia da reencarnação também aparece em outros textos: Em Mat. 16:13 e 14 se diz: “E Jesus perguntou aos seus discípulos: Quem dizem os homens que eu sou? E responderam: uns, João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou algum dos profetas”. Ora, como poderia ser Jesus algum desses profetas do Antigo Testamento, a não ser pela reencarnação? Já com Nicodemus, que era doutor da lei, o Mestre foi mais explícito: “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do espírito é espírito; não te admires de eu dizer: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:6).
Quanto mais civilizado um povo, mais justas, coerentes e sábias são as suas leis, visando possibilitar aos transgressores sempre novas oportunidades de se reajustarem com elas e com a sociedade. Se os homens, imperfeitos como são, possuem tais noções de justiça, de sabedoria e também benevolência, acredita que Deus, o Criador e mantenedor de tudo, faria leis tão injustas e tão cruéis, como as que se encontram no Antigo Testamento da Bíblia? Teria sido mesmo Deus quem as fez?
(V. página Bíblia, neste site, ou então faça download do livrinho Temor A Deus, na página Downloads)
Quanto ao seu aspecto mais palpável, a tese da reencarnação já passou da esfera religiosa e filosófica para a área da pesquisa científica.
Inúmeros cientistas e estudiosos vêm se dedicando a pesquisá-la, num extenso leque de possibilidades de investigação, desde lembranças de vidas passadas e marcas de nascença, até recursos utilizados por peritos criminais, tais como a datiloscopia, pela qual tem sido comprovada igualdade em impressões digitais da pessoa reencarnada com a personalidade de que se lembra ter sido em vida passada. Vamos narrar o resumo de uma das pesquisas realizadas pela equipe do médico Psiquiatra Dr. Ian Stevenson, à época em que dirigia o Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia (EUA). Dr. Stevenson já havia pesquisado e catalogado mais de 3.000 casos, 20 dos quais publicou num livro com 520 paginas, com o título 20 Casos Sugestivos de Reencarnação. Trata-se de William George, um velho pescador do Alaska. George disse ao filho e à nora que se a reencarnação fosse verdade, ele voltaria como filho deles, ou seja, seu próprio neto. Entregou-lhes seu velho relógio de ouro, pedindo que o guardassem para ele. Disse também que o reconheceriam pelas marcas de nascença que a criança teria, e mostrou-lhes dois sinais: um no ombro e outro no antebraço, afirmando que seriam iguais. Meses mais tarde desapareceu no mar, durante uma tempestade. Algum tempo depois a nora, Suzan, engravidou e teve seu nono filho, e a criança tinha dois sinais exatamente iguais e nos mesmos lugares dos sinais do avô. Mas o fato acabou caindo no esquecimento até que, aos 4 anos, o menino viu, por acaso, aquele velho relógio de ouro do avô, que a mãe havia guardado junto com suas jóias. Imediatamente o agarrou, dizendo: olha, é o meu relógio!... e não queria largá-lo. Só depois de muita lágrima e escândalo conseguiram tirar-lhe o objeto, que ele continuava afirmando ser seu. Dr. Stevenson tabulou todas as evidências reencarnatórias deste caso, observando que o menino, desde cedo, começara a demonstrar impressionantes semelhanças com o avô, tanto nos gostos, nas inclinações, nas pequenas manias, quanto nas aptidões. Ele demonstrava grande conhecimento sobre tudo o que se referia à pesca, informando, inclusive, quais eram as baías mais piscosas. E apresentava até mesmo um defeito no caminhar, jogando o pé direito para fora, exatamente como o velho George, que machucara a coxa quando jovem. E como se não fossem suficientes todas as evidências apresentadas, surgiram outras. A primeira vez que avistou uma irmã de seu avô (o velho George) gritou com muita euforia: olha, a minha irmã!!! Além disso, ele se referia ao pai e aos tios paternos, como filhos dele, e se preocupava muito quando dois deles exageravam na bebida.
Outros pesquisadores, como o Professor Dr. Hamendra Nat Banerjee (Universidade de Jaipur-Índia, com milhares de casos) e Dr. Hernani Guimarães Andrade (Brasil) também colheram excelentes resultados em suas pesquisas, relacionadas a lembranças reencarnatórias e marcas de nascença. Essas “memórias espontâneas” geralmente ocorrem em crianças, quando estão começando a falar. Elas fazem referências, de forma muito natural, a fatos e situações da encarnação anterior, como se a vida presente fosse apenas a sua continuação. Algumas se mostram revoltadas pela situação atual, como foi o caso de um garotinho nascido numa das castas mais pobres na Índia e dizia-se filho de família nobre. Os pesquisadores, seguindo as indicações que o menino dava, chegaram até a tal família, que residia a centenas de quilômetros de distância, comprovando tudo que ele dissera, inclusive nomes de parentes e conhecidos, assim como a época e a forma como havia morrido. Em algumas destas lembranças também existem marcas de nascença que, de alguma forma, estão ligadas a traumas físicos que as crianças dizem ter causado a sua morte na vida anterior. Tais recordações e marcas acontecem quando a nova reencarnação ocorre pouco tempo após a morte. Em 1997 o Dr. Stevenson publicou um livro em dois volumes, com 2.500 páginas, Biology and Reincarnation, com casos documentados de memórias espontâneas ligadas a marcas de nascença. Também o físico francês Dr. Patrick Drouot vem encontrando respostas para a reencarnação à luz da física moderna. Em outra vertente dessas pesquisas vamos encontrar profissionais da saúde, como por exemplo os Drs. Morris Netherton, Bryan Weiss, Edith Fiori, Denys Kelsey e muitos outros que vão acumulando evidências reencarnatórias através da regressão de memória no cotidiano dos seus consultórios.
PERGUNTA FREQÜENTE Qual é a diferença entre reencarnação e metempsicose?
Na antiguidade, o ensino sobre o renascimento possuía dois aspectos distintos: um era o esotérico, transmitido apenas aos iniciados e aos discípulos mais graduados. Esse ensino correspondia ao que atualmente se conhece através do Espiritismo e também das recentes pesquisas científicas. Ele não admite a possibilidade de reencarnações regressivas, como por exemplo, do homem em animal, e muito menos em vegetal. O segundo aspecto desses ensinos era dirigido aos aprendizes e ao povo, admitindo que um espírito humano podia reencarnar-se em seres inferiores. Essa doutrina ficou conhecida como metempsicose, e através dela os líderes religiosos podiam conter os excessos dos indivíduos faltosos, ameaçando-os com o renascimento na condição de animais ou mesmo vegetais, caso não mudassem de conduta. Mais tarde, esse elemento ou instrumento de contenção - o medo de renascer em espécies inferiores - foi substituído, nas religiões judaico-cristãs, pelo medo do inferno.
PERGUNTA FREQÜENTE Por que não nos lembramos de nossas vidas passadas?
A natureza é sábia e sempre há razões para tudo. Pense como seria se nos lembrássemos de todas as ocorrências dolorosas ou terríveis de que fomos protagonistas; se nos recordássemos de todo o mal que já fizemos e recebemos; dos ódios e dos amores... Não acha que nosso psiquismo poderia implodir com toda essa carga? Mas com a bênção do esquecimento, todo o material ligado a uma encarnação fica arquivado no inconsciente, permitindo que uma nova existência seja uma oportunidade inteiramente nova; um recomeço onde o espírito não sofre as pressões das lembranças das vidas anteriores, a fim de que possa reconstruir-se mais livremente. Todas suas aptidões, no entanto, seus valores morais e outras conquistas individuais, permanecem latentes, dando continuidade a si mesmo e, conforme a necessidade, ele pode ter acesso a algumas lembranças, durante o sono, que favorecerão sua conduta, ajudando-o a aceitar suas provações. Se nos lembrássemos de nossas vidas passadas, como poderíamos receber por filho alguém a quem prejudicamos ou que nos fez sofrer? Com o esquecimento, porém, os ódios se acabam nos braços de pai e mãe. Além disso, viver cansa. Uma encarnação tem o poder de gastar nossas energias, a nossa capacidade de viver, de vibrar e querer. Uma pessoa com 80 ou 100 anos, mesmo que tivesse energia física, não encontraria na existência o mesmo prazer, a mesma vibração de busca, de conquista que tinha quando mais jovem, isto porque ela já buscou, já conquistou, já vivenciou e já se encontra na fase cansada e às vezes até mesmo desiludida. É como o final de uma festa, que esgotou todas as reservas de energias. Seria terrível se uma pessoa vivesse 200, 300 ou 400 anos. Não haveria psiquismo (neste mundo moderno) capaz de suportar tamanha carga. Também a morte não transforma a criatura. Quem é mau aqui no nosso espaço físico, continua a ser mau depois da morte; quem é avarento, orgulhoso ou imoral continua do mesmo jeito no mundo espiritual. Ninguém vira santo porque morreu. Os espíritos muitas vezes reencarnam nos ambientes e/ou famílias onde viveram. É a oportunidade que a Lei Maior lhes dá para refazerem seus caminhos, corrigirem faltas e consertarem o mal que praticaram no passado. Podem também voltar à Terra em ambientes estranhos. Quem foi mau filho poderá renascer como criança abandonada, para aprender a dar valor à família; quem foi orgulhoso poderá vir em condições de pobreza ou de subalternidade, para aprender a ser mais humilde; quem foi preguiçoso talvez volte à Terra sem saúde, desejando trabalhar, mas sem condições físicas para tanto; quem usou mal a língua, “levantando falso”, estimulando a imoralidade, a violência, a maldade ou a descrença em Deus e na vida, poderá renascer com problemas de fala ou mesmo completamente mudo, por causa do tipo de energia que gerou e acumulou nos órgãos da fala. O mesmo, quanto aos desvios do sexo; igualmente, aos mais variados vícios que interferem nas condições do corpo espiritual, refletindo-se nas futuras encarnações. Também o suicídio afeta profundamente esse corpo sutil que poderá gerar as mais diversas anomalias no futuro organismo, ao reencarnar. As reencarnações de espíritos de pouca evolução ocorrem de forma quase automática, dentro dos mecanismos que as regem. Já as de espíritos mais evoluídos, ou dos que trazem missões ou tarefas importantes para o contexto geral, são planejadas com o devido cuidado, desde a elaboração de mapas com todos os detalhes biológicos para a formação do novo corpo, até aos cuidados com seu novo “habitat”, tais como, o país, a família e o ambiente onde deverá renascer, as condições de vida que terá, assim como o necessário para o melhor cumprimento da tarefa. A reencarnação é a única explicação plausível para as inúmeras diferenças existentes entre as pessoas, desde que se acredite na existência de um Deus justo, responsável pelas leis que regem a vida. Ela reflete a sabedoria e equilíbrio dos mecanismos da evolução. Os sofrimentos, as dificuldades e as lutas da vida são os grandes professores que nos ensinam a viver e a conviver. Na verdade, todos nós aqui na Terra sofremos por onde erramos. Não como castigo de Deus, mas como recurso necessário ao nosso reajuste e evolução espiritual.
PERGUNTA FREQUENTE Se a grande lei universal é a do amor, como pode alguém chegar a perdoar e amar um inimigo?
As leis divinas, ou leis cósmicas, são sábias e perfeitas. Elas conduzem os seres, de forma inexorável, no rumo da perfeição. Nos casos de inimizades é a reencarnação que transforma ódio em amor, porque os pais não estarão vendo no seu bebê, o que ele foi no passado. Seu amor pelo filho, ou filha que geraram, anula ou desfaz o energismo negativo que lhes possa “subir” do inconsciente. O mesmo acontece com a criança. Mas ocorre por vezes que mais tarde, com seu crescimento, e conforme o espírito vai se apossando mais e mais do corpo carnal, aqueles velhos ódios vêm à tona, embora atenuados. Isto depende também do tanto de amor que esteve presente desde os primeiros momentos de sua nova vida. Isto explica os casos de grandes conflitos entre pais e filhos, e até mesmo de ódios totalmente inexplicáveis, sem a chave da reencarnação. Mas mesmo os piores ódios do passado vão encontrando o perdão e a pacificação ao longo dos longos percursos das vidas sucessivas.
PERGUNTA FREQÜENTE Por que nasce uma criança com inclinações para o bem, e outra que desde cedo demonstra possuir uma natureza má, perversa ou desonesta?
Se acreditamos que Deus é sábio, todo-poderoso, justo e bom, não dá para entender porque faria uns nascerem com boa índole, conduta firmada na ética e outros valores, sendo candidatos naturais ao Céu, e outros com má índole, desonestos, agressivos, perversos... perfeitos candidatos ao Inferno, conforme a crença cristã. Impossível entender que um Deus justo e bom, pudesse criar seres imperfeitos, com tendências negativas, inclinações para o mal, para depois atirá-los a sofrimentos eternos; arrancar dos braços das mães seus filhos pecadores para lançá-los no inferno. Como essas mães iriam sentir-se no céu, sabendo que aqueles a quem mais amam estão nos mais tenebrosos sofrimentos, sem direito sequer a uma nova chance... E tudo isto pela eternidade a fora? Quem nasce com boa índole demonstra que já adquiriu esses valores nas vidas passadas. O mesmo ocorre com relação às mais diversas aptidões, inclinações, inteligência, etc. Também os que apresentam desvios de caráter, agressividade, pouca inteligência e aptidões desde pequenos, estão apenas vivenciando suas próprias aquisições no passado reencarnatório, ou ainda, sua pouca idade sideral. É inconcebível acreditar que um Deus justo e bom pudesse criar seres, fazendo uns nascerem em condições míseras, limitados pela cegueira, surdez, paralisias, deformações as mais diversas e com outras tantas causas de sofrimentos atrozes, e outros com belos corpos e saúde perfeita. Da mesma forma é impossível ver justiça em se criar seres com pouca inteligência, ou em condições de miséria e pobreza, e outros inteligentes, com várias aptidões ou em berço de ouro. Na verdade, sem a chave da reencarnação, nenhum arranjo teológico será jamais capaz de explicar satisfatoriamente tantas diferenças no trato do Criador com suas criaturas. Mas o conhecimento da reencarnação nos permite entender que somos hoje o resultado do que fizemos em vidas passadas; que Deus não nos castiga por nossos erros, mas os mecanismos das suas leis nos levam, através de situações adequadas, ao resgate das nossas culpas e aos aprendizados de que estamos precisando.
PERGUNTA FREQUENTE Deus perdoa nossas culpas?
Para que alguém perdoe é preciso que sinta-se ofendido. Não faz sentido acreditarmos que Deus se ofende com os nossos erros, mesmo porque Ele não nos criou perfeitos, portanto, errar está em nossa natureza e faz parte do nosso processo evolutivo. Ao invés de simplesmente perdoar nossas faltas, o que não seria educativo, Ele nos oferece sempre novas oportunidades através das reencarnações, para nos reajustarmos ante a vida. Deus estabeleceu leis para regerem a nossa evolução e elas estão impressas nos registros da nossa consciência. É por isso que o ser humano traz em sua intimidade o conhecimento do bem e do mal. Sendo assim, nenhum tipo de perdão, nem mesmo o perdão divino, poderia acalmar uma consciência pesada. Só mesmo o resgate, o reparo do mal que foi feito, poderá aliviá-la. Uma consciência culpada, mesmo que essa culpa esteja arquivada no inconsciente, por fatos ocorridos em vidas passadas, atua como um núcleo de energismo específico que atrai situações de resgate. Deus é sábio, justo, e é todo amor. Ele sabe exatamente o que fazer com seus filhos rebeldes. Só que a Sua sabedoria não violenta a nossa pequenez espiritual. Ela nos ampara e nos conduz pelos caminhos da nossa evolução. Assim, conhecendo a reencarnação e a lei de causa e efeito, podemos amar Deus pela grandiosidade da sua sabedoria, a justiça com que rege a vida, e o amor cuja presença podemos sentir vibrando, desde a intimidade dos nossos corações, até a vida animal, e até mesmo a vegetal.
Você pode conhecer mais profundamente estes assuntos lendo O Livro dos Espíritos, ou O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.
Conheça mais detalhes sobre reencarnação, com a Pesquisa de Elio Mollo:
Muita gente morre de vontade de saber quem foi em suas vidas passadas, esperando sempre encontrar-se como alguém famoso ou importante. Mas, o que importa saber quem fomos? Importante é saber honrar o que somos hoje para que venhamos a ser melhores no futuro.
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